O Tribunal de Contas da União promoveu na ultima terça-feira, 29 de março, o Seminário Conjuntura Econômica e Contas do Governo, de iniciativa do ministro Aroldo Cedraz, relator das contas do presidente da República do exercício de 2010. O evento faz parte da proposta de inserir a sociedade civil e o governo na discussão sobre possíveis melhorias no parecer sobre as contas presidenciais emitidas pelo Tribunal anualmente. O evento contou com a participação do presidente do Banco Central, Alexandre Antônio Tombini, e do secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Márcio Holland. A rápida capacidade do Brasil de se reerguer após a crise financeira de 2008 foi destacada pelo presidente do Banco Central ao fazer um panorama geral da economia brasileira nos últimos anos. Tombini foi otimista ao mostrar os resultados em relação ao desemprego e aos setores da economia. “Essa crise é comparável à crise de 1929 e o Brasil foi um dos primeiros a retomar sua estabilidade, mesmo antes de economias avançadas”, ressaltou o presidente. Além de demonstrar o quadro de solidez e conforto econômico que o Brasil vive hoje, o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Márcio Holland, enfatizou o desafio futuro de manter esse ritmo de crescimento. Também falou sobre as novas oportunidades que o País tem conquistado em relação aos eventos esportivos, ao pré-sal e ao agronegócio. “Estamos em um momento ímpar da história econômica e temos que conseguir continuar crescendo, combater a inflação sem deixar de lado a inclusão social”, ponderou. O ministro-relator, Aroldo Cedraz, afirmou que esse diálogo com o governo foi uma inovação no processo de prestação das contas da República. “É isso que estamos buscando, uma maior aproximação com o Congresso Nacional e com a sociedade civil. Queremos focar as contas diretamente no bem-estar do cidadão”, explicou. O presidente do TCU, Benjamin Zymler, destacou a importância do diálogo entre o Tribunal e o governo. “Esse seminário nos permitiu saber até que ponto o parecer está muito técnico e o que precisamos melhorar”, ressaltou. A aproximação entre TCU, governo e sociedade busca contribuir para que o Tribunal possa exercer de forma plena seu trabalho, e para que a Secretaria de Macroavaliação do TCU (Semag), que subsidia o relator das contas, possa aprofundar as análises da atuação governamental nas políticas fiscal, monetária, creditícia e cambial no intuito de evidenciar os efeitos sobre os indicadores econômicos. |